domingo, 11 de março de 2018

WOMEN'S SUITS

Aimee Song
Ilustração realizada por mim


Os fatos surgiram dos luxuosos trajes da corte francesa, na época era moda conjugar o paletot ( um tipo de blazer), colete e calça, que eram concebidos de diferentes tecidos, cores e padrões. Mas ao longo do tempo o colete foi colocado um pouco de lado, passando o conjunto a ser apenas a calça e o blazer.
O seu corte e as cores definiam se era um fato formal “business suit” ou um fato informal “lounge suit” (roupa de descanso, passeio, etc).
A maioria dos homens preferiam que os seus fatos fosse concebidos à medida pelos seus alfaiates, mesmo tendo a opção de comprar em lojas de pronto-a-vestir ou em segunda mão.
Em 1922 um crítico de moda declarou que o “lounge suit” tinha se tornado no vestuário mais versátil para o homem. 

Ao longo dos anos os fatos sofreram ligeiras alterações, não só no que diz respeito aos tecidos assim como no seu corte.

Em 1910 o uso dos fatos era comum no vestuário masculino, já as mulheres continham um guarda-roupa diferente, vestiam peças que valorizavam as suas silhuetas. Para o sexo feminino o começo do uso dos fatos foi sem duvida um marco histórico que gerou alguma controvérsia. Os fatos ofereciam liberdade e poder à mulher, permitindo-lhes mostrar o quão modernas elas eram, fazendo com que conquistassem aos poucos o seu lugar na sociedade.
Inicialmente o conjunto consistia num blazer com uma saia a combinar, o termo “fato” só passou a ser utilizado após a 1ª Guerra Mundial.
Com o avançar dos tempos as mulheres começaram a usar mais frequentemente o fato, no seu dia-a-dia, tanto para trabalhar como para ocasiões semi-informais, como cocktails. Mais tarde este vestuário chegou ás estrelas do cinema, como é o caso de Marlene Dietrich, sendo ela também uma das pessoas que ditou a moda dos fatos.  

Coco Chanel foi sem duvida uma grande influência desta moda, ela utilizava tecidos masculinos em looks femininos. É de salientar que ela foi pioneira, ao inventar as primeiras calças femininas.

Em 1964 os fatos com calças foram introduzidos pelo designer André Courrèges. A calça, uma peça que fazia parte do guarda-roupa masculino, quando era usado pelo sexo feminino transmitia uma imagem da mulher masculinizada, colocando-as em pé de igualdade com os homens.

Ainda na década de 60, Yves Saint Laurent criou o belo e controverso Le Smoking, que era um vestuário nocturno, no qual simbolizava a ocupação das mulheres na sociedade.

Os anos foram passando e o numero de mulheres a usar fatos foi aumentando, não só para o uso profissional, como de lazer, acabando também por sofrerem algumas alterações, tanto a nível têxtil, que passaram a conter tecidos mais leves, assim como cortes e detalhes mais femininos. Hoje, no ano de 2018 os fatos estão na berra e podemos encontrar-los em várias lojas, com diversos tipos de corte, tecidos, cores, padrões, detalhes mais femininos ou mais masculinos, os quais podem ser conjugados facilmente com outras peças que tenhamos no nosso guarda-roupa (como podem ver pelas imagens deste post).

A historia da mulher na sociedade é longa e poderosa, em pleno século XXI ainda continuamos a lutar pelos nossos direitos, pela igualdade de género. “Simples” peças de vestuário foram sem dúvida armas muito poderosas para enfrentar uma sociedade cheia de estereótipos e preconceitos. Com este post espero que tenha dado a conhecer um pouco da historia dos fatos e acima de tudo, que vos tenha inspirado a usa-los não só por serem bonitos e elegantes mas também pelo seu simbolismo.

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